terça-feira, 29 de setembro de 2009

CONVITE

CONVITE
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O Centro de Cultura Negra do Maranhão, através do Programa Território Livre, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Chapadinha, o Bioterra, a Prefeitura Municipal de Chapadinha/Secretaria Municipal da Igualdade Racial, o Pólo Regional do Sindicado dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Baixo Parnaíba, tem a honra de convidar vossa senhoria para o Seminário FORTALECENDO A POLÍTICA DE DIREITOS DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS DO BAIXO PARNAÍBA MARANHENSE, que acontecerá nos dias 05 e 06 de Novembro de 2009, na sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Chapadinha com os seguintes temas: Reforma Agrária; Saúde e Meio Ambiente; Agricultura Familiar Representação Social. Aproveitamos para informar que a hospedagem (trazer rede ou colchonete) e alimentação acontecerão no local do evento. Sua comunidade/entidade está sendo convidada a participar com 2 representantes (01 homem e 01 mulher). Esperamos levar nossas reivindicações as autoridades competentes e que essas políticas sejam implementadas para a garantia de direitos. Em breve seguirá programação detalhada.
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Atenciosamente
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Centro de Cultura Negra do Maranhão (Maurício (98) 32494938/99921547)
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Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Chapadinha (Vanda (98) 34711343/91432574)
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Bioterra (Antonia/(98) 88744357)
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Pólo Regional do STTR em Chapadinha (Lúcia (98)34711317/88420155)
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Prefeitura Municipal de Chapadinha/Secretaria Municipal da Igualdade Racial (Francisco (98) 34711034).
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Comissão Organizadora

Festival do Teatro Brasileiro


(Clique na imagem para ampliar)
Divulgação do Festival do Teatro Brasileiro de 22 de Setembro a 12 de Outubro de 2009. Confira a programação completa das peças e oficinas no site: http://www.selmasantos.com.br/
Destaques para os espetáculos:
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Áfricas - 15h (01 e 02/10)
local: Teatro Arthur Azevedo
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Cabaré da Raça - 20:30h (01 e 02/10)
local: Teatro Arthur Azevedo

Projeto Quilombo Resistência Negra - PQRN

Surgiu em 1995 da necessidade do Centro de Cultura Negra do Maranhão, ampliar seu raio de atuação de forma mais sistemática junto às comunidades negras rurais, no sentido de desenvolver ações de caráter educativo, político-cultural que contribuísse para o fortalecimento da identidade racial dessas áreas.

Assim, no período de 1996 a 2000, desenvolvemos ações em nove comunidades negras rurais, localizadas nos municípios de Itapecuru (Oiteiro dos Pretos, Santa Rosa, Filipa, Morros, Santa Joana e Santa Maria des Pinheiros) e Alcântara (Cajueiro, Sóassim e ltamatatiua), onde crianças, adolescentes, jovens, mulheres, lideranças e professores(as) sempre foram os protagonistas desse trabalho, que apontaram resultados bastante significativos. As ações educativas buscaram ainda trabalhar metodologias didático-pedagógicas que incluísse a discussão da diversidade étnico cultural na escola.

Hoje, o PQRN, continua desenvolvendo ações que tem contribuído com o processo de formação da identidade racial e o fortalecimento da auto-estima de crianças, adolescentes, jovens e mulheres no estabelecimento de uma pedagogia plurirracial que entende o processo educativo de forma participativa e coletiva onde venha fortalecer a organização das comunidades negras rurais quilombolas.

Portanto, as ações formativas para o exercício da cidadania, tem sido realizadas na perspectiva de ampliar o universo informacional do público alvo e sua capacidade de análise e entendimento da estrutura social, que produz formas de racismo e discriminações contra a população afro-descendente deste Pais.

Área de atuaçãoMunicípio de Icatu:
- Comunidade de Quilombo de Jacarei dos Pretos

Eixos dos objetivos
Crianças:
- Reconhecer a ludicidade como componente fundamental no processo de desenvolvimento do mundo das crianças;
- Entender a criança como ser em desenvolvimento com direito de ser respeitada e valorizada em suas características;
- Trabalhar a educação reconhecendo a importância do sentimento de pertencimento para a construção da identidade e autoestima positiva das crianças.

Adolescentes e Jovens:
- Ampliar o processo de formação e capacitação de adolescentes e jovens na reflexão sobre questões sociais que fortaleçam o exercício da cidadania, aonde venha perceber e denunciar as violações dos direitos humanos;
- Adolescentes e jovens participando ativamente da vida política, social e cultural da comunidade; - Promover a participação de adolescentes e jovens em eventos que fortaleçam o protagonismo juvenil;
- Estimular a criação de grupos de jovens e/ou outras formas organizativas e reivindicatórias.

Mulheres:
- Realizar oficinas de gênero e Etnia para sensibilizar mulheres e homens para mudanças qualitativas nas relações e no cotidiano da vida e do trabalho;
- Promover a participação das mulheres em eventos organizativos estadual e nacional;
- Fortalecer a organização das mulheres estimulando a criação de formas organizativas, contribuindo para o seu empoderamento e valorização do trabalho e do policial feminino;
- Mulheres negras quilombolas exercendo seus direitos de participação na vida polftica, rica e cultural das comunidades;
- Mulheres negras quilombolas sensibilizadas quanto à percepção do corpo como fonte de prazer, autoestima e afetividade.

Professores:
- Acompanhar e dar assessoria pedagógica no municio de Itapecuru, na comunidade de Santa Rosa do Barão.
- Possibilitar aos educadores metodologias pedagógicas alternativas que contribuam para ampliação do seu universo de conhecimento.
- Construção de materiais pedagógicas alternativas que estimulem a permanência da criança negras na escola e retratem a cultura da qual fazem parte.
- Acompanhamento, aplicação de conteúdo e observação do desenvolvimento dos professores e alunos com relação à história do negro considerando a realidade das comunidades negras rurais.

Atividades desenvolvidas
Oficinas de sensibilização para resgate da aujto-estima de crianças e adolescentes negros(as):
- Capoeira
- Perscussão
- Dança
- Estética
- Artes plásticas
- Jogos e brincadeiras

Oficinas de formação para cidadania com adolescente e jovens das comunidades negras rurais remanescente de quilombos:
- Identidade étnica
- Identidade cultural
- Auto-estima
- Gênero e etnia
- Racismo, preconceito e discriminação
- Políticas públicas
- Drogas
- Violência
- Sexualidade
- DST/AIDS
- Protagonismo juvenil
- Participação política

Oficinas de organização com mulheres das comunidades de Cajueiros e Sóassim:
- Gênero e etnia
- Empreendedorismo
- Garantia dos direitos humanos
- Sexualidade e saúda reprodutiva

Oficinas pedagógicas com professores:
- Oficinas modulares contextualizando a história da África.
- Oficinas pedagógicas resgatando a verdadeira história do negro no Brasil;
- Oficinas de resgate etnico-cultural da história da comunidade.

Instituição executora:
Centro de Cultura Negra do Maranhão
Apoio:
Chistian Aid - Inglaterra
Desenvolvimento e Paz - Canadá

Abanjá


O Grupo de Dança Afro Abanjá nasceu em 1985 a partir do desejo de algumas pessoas que já faziam parte do Bloco AKOMABU de fortalecer a luta do movimento negro pela valorização e preservação da cultura, através da dança afro. Seu parto, aconteceu no dia 16 de abril de 1985, após uma oficina de dança ministrada pelo professor Edson Katendê, nascido na Bahia e militante na época do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará-CEDENPA.

O nome ABANJÁ na língua Yorubá significa: "Na luta agora já!". E tem sido com o espírito de luta sempre que tem desenvolvido todo um trabalho no sentido de fortalecer o respeito a nossa cultura para construção da auto-esti-ma da população negra de nosso estado. Assim, o grupo desenvolve oficinas, seminários, debates e diversas apresentações artísticas com o objetivo de levar cada vez mais longe a missão do Centro de Cultura Negra do Maranhão.

Sua primeira apresentação aconteceu na Rua Paulo Frontim, no bairro do Monte Castelo, na tenda de Umbanda Luz e Vida de D. Mariazinha, onde recebeu as primeiras benças dos Orixás, Voduns e santos que guiam o grupo, tendo como padrinhos a saudosa Silvia Cantanhede e o professor Edson Katendê. A dança afro sempre foi a expressão mais forte no grupo, embora trabalhe também com a dança popular, principalmente aquelas que têm a cultura negra como marca de expressão. E assim o grupo montou o espetáculo Bumba Crioulo, que fez sua primeira apresentação em Belém do Pará, em julho de 1987 na realização do VII Encontro de Negros do N/NE, organizado pelo CEDENPA e CCN-MA, resgatando através da dança, teatro e música as manifestações culturais maranhense que tem raiz africana, como Tambor de Crioula, a Dança do Coco, a Dança do Divino, o Bumba -Meu -Boi, o Tambor de Mina, a Dança do Cacuriá. Os espetáculos de dança criados pelo grupo utilizam ritmos africanos como o Afoxé; Maculelê e o Afro Primitivo.

Ao longo dos anos de existência o Abanjá faz parte da história de várias pessoas que sempre acreditaram que é possível combater o racismo. E essa mensagem foi levada pelo grupo a vários municípios do Maranhão a outros estados como: Pernambuco, Bahia e Santa Catarina, chegando a atravessar as fronteiras indo até a Guiana Francesa. São muitos os responsáveis pela existência do grupo, mas queremos lembrar de forma especial Luiz Bandeira, um baiano arretado que veio com toda sua energia e axé, orientar o teatro e a dança no grupo. A lembrança e homenagem especial a inesquecível mulher negra Silvia Cantanhede, que com seu carisma, alegria e energia contagiante foi responsável pelo parto, crescimento e fortalecimento do grupo. Hoje ao lado de Olorum continua a iluminar e guiar esse grupo, com toda sua energia.O Grupo de Dança Abanjá já tem seus primeiros frutos, que é o Grupo Mirim Abanjá, formado por filhos e filhas de militantes do C.C.N, resultado das oficinas de dança e formação iniciado por Carla Algarves, em 2001.

Coordenação do Grupo de Dança Afro Abanjá/CCN:
Antônio Henrique França Costa, Gilmar Freitas, Gisele Padilha Costa, e Joana Carla Algarves.

Akomabu


Akomabu em língua Fon significa "a cultura não deve morrer" e o bloco afro Akomabu é a presença viva e pulsante da cultura negra do Maranhão. Já não é mais um bloco formado só por negros, mas de todas as pessoas que se identificam com a luta e os ritmos trazidos para o Brasil pelos africanos.

Bloco Afro Akomabu

O bloco Afro Akomabu criada em 03 de março de 1984, como mais um instrumento de luta do Centro de Cultura Negra do Maranhão no combate a discriminação racial através da preservação e valorização da riqueza cultural do povo negro. O bloco saiu pelas ruas de São Luís pela primeira vez com 60 pessoas que eram militantes do CCN e os freqüentadores de terreiros de Mina (em dialeto Jeje-nagô) e algumas músicas e algumas músicas do Bloco Afro Ilê Aiyê, da Bahia. Com um ritmo contagiante do afoxé-mina, envolve toda a população da ilha, seduzindo negros(as) e não negros(as) para um despertar da consciência racial, mostrando toda a sua beleza.

Banda Afro Akomabu

A banda Afro Akomabu criada em 1991, como mais um instrumento de luta do Centro de Cultura Negra do Maranhão, no combate a discriminação racial através da preservação e valorização da riqueza cultural do povo negro.

Composta por cantores e percussionistas integrantes do bloco Afro Akomabu, no início sob a coordenação do mestre Augusto Nassa formado pela Escola de Música do Maranhão e atualmente sob coordenação de Fátima Sousa e direção musical do mestre Eliezer D'Ogum, utiliza como instrumentos musicais: atabaque, agogô, cabaça, marcação, tumbadora, timbau e violão. A Banda Afro Akomabu destaca-se pelo seu ritmo musical, com batida forte do afoxé e da Mina que em vários aspectos a religiosidade africana também se faz presente.

Objetivos do CCN


São objetivos do CCN específicos ou integrados com outras entidades do movimento negro e social:
I – Denunciar e combater as formas de racismo, discriminação e preconceito racial, social, sexual e religioso, especialmente praticados contra a população negra ou afro-descendente;
II – Desenvolver estudos e pesquisas sobre a história sócio-politica cultural do negro no Brasil e particularmente no Maranhão visando o fortalecimento da construção da cidadania da população negra.
III – Assessorar e incentivar a população negra rural e urbana na conquista dos seus direitos contribuindo para sua emancipação sócio-econômica, política e cultural.

Para realizar seus objetivos o CCN promoverá:
I – Trabalhos educativos enfatizando a contribuição histórica, social, política e cultural da população negra do Maranhão e do Brasil, valorizando suas tradições étnicas expressadas tanto na área rural como na área urbana envolvendo sócios ou simpatizantes comprometidos com a questão racial, bem como, com a sociedade em geral, destacando ações educativas e culturais voltadas para crianças, adolescentes, jovens, homens, mulheres e lideranças das comunidades urbanas e/ou negras rurais quilombolas;II – Intercâmbio com instituições congêneres nacionais ou estrangeiras, convênio com universidades, fundações e centros de estudos sobre relações raciais e direitos humanos;
III – Constituição de um quadro de sócios contribuintes necessário à manutenção financeira do CCN;
IV – Constituição de patrimônio cultural e econômico beneficiando-se para tanto de doações ou financiamentos particulares e de entidades nacionais ou estrangeiras bem como de investimento próprio;
V – Atendimento e Assessoramento aos beneficiários da Lei Orgânica da Assistência Social e a defesa e garantia de seus direitos;
VI - Ações de caráter formativo e de capacitação para profissionais da área de educação com vistas a inclusão da cultura negra nas atividades escolares e curriculares, que contribuam para a permanência, sucesso e auto-estima das crianças e adolescentes negros(as) na escola.
São objetivos do CCN específicos ou integrados com outras entidades do movimento negro e social:
I – Denunciar e combater as formas de racismo, discriminação e preconceito racial, social, sexual e religioso, especialmente praticados contra a população negra ou afro-descendente;
II – Desenvolver estudos e pesquisas sobre a história sócio-politica cultural do negro no Brasil e particularmente no Maranhão visando o fortalecimento da construção da cidadania da população negra.
III – Assessorar e incentivar a população negra rural e urbana na conquista dos seus direitos contribuindo para sua emancipação sócio-econômica, política e cultural.

Para realizar seus objetivos o CCN promoverá:
I – Trabalhos educativos enfatizando a contribuição histórica, social, política e cultural da população negra do Maranhão e do Brasil, valorizando suas tradições étnicas expressadas tanto na área rural como na área urbana envolvendo sócios ou simpatizantes comprometidos com a questão racial, bem como, com a sociedade em geral, destacando ações educativas e culturais voltadas para crianças, adolescentes, jovens, homens, mulheres e lideranças das comunidades urbanas e/ou negras rurais quilombolas;II – Intercâmbio com instituições congêneres nacionais ou estrangeiras, convênio com universidades, fundações e centros de estudos sobre relações raciais e direitos humanos;
III – Constituição de um quadro de sócios contribuintes necessário à manutenção financeira do CCN;
IV – Constituição de patrimônio cultural e econômico beneficiando-se para tanto de doações ou financiamentos particulares e de entidades nacionais ou estrangeiras bem como de investimento próprio;
V – Atendimento e Assessoramento aos beneficiários da Lei Orgânica da Assistência Social e a defesa e garantia de seus direitos;
VI - Ações de caráter formativo e de capacitação para profissionais da área de educação com vistas a inclusão da cultura negra nas atividades escolares e curriculares, que contribuam para a permanência, sucesso e auto-estima das crianças e adolescentes negros(as) na escola.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Plano Operacional 2009


Eis o Plano Operacional programado para ações em 2009 pelo Centro de Cultura Negra do Maranhão.



terça-feira, 15 de setembro de 2009

Histórico: CCN-MA


O Centro de Cultura Negra do Maranhão, desde a sua fundação (1979), tem investido em ações de formação, que possibilite instrumentos para que os afros descendentes desse Estado se percebam enquanto um segmento social que pode criar condições a partir de sua organização, de atuar por si mesmo na transformação da realidade de opressão social baseada no racismo a que foi relegado.

O Centro de Cultura Negra do Maranhão tem como missão institucional, a conscientização política e cultural para resgatar a identidade étnica cultural e auto-estima do povo negro viabilizando ações que contribuam com a promoção de sua organização em busca de cidadania, combatendo todas as formas de intolerância causadas pelo racismo, e promovendo os direitos da população negra do Maranhão.

Dessa forma temos realizado:

- Seminários, palestras, encontros para a formação de quadros de militância;

- Organização de Encontros de Comunidades Negras Rurais, que além de permitir o fortalecimento da organização dessas comunidades, também resultou na criação de várias entidades do Movimento Negro no interior do Estado;

- Organização da Semana do Negro no Maranhão por ocasião do Dia Nacional de Denúncia Contra Racismo (13 de Maio) e Semana da Consciência Negra (20 de Novembro), que se constitui na discussão de um tema referente à questão racial, seja nos aspectos da historiografia da população negra, seja nos aspectos políticos e sociais da realidade atual, através de palestras, seminários, apresentação teatral entre outros, em escolas públicas da capital e interior do estado.

- Projeto Quilombo: Resistência Negra (PQRN), que atua em comunidades negras rurais com o objetivo de contribuir com o processo de formação identidade racial e fortalecimento da auto-estima de crianças, adolescentes, jovens, mulheres e lideranças, e ainda no estabelecimento de uma pedagogia pluri-racial com professoras (es) e alunos das escolas situadas nas comunidades quilombolas.

- Projeto Vida de Negro–PVN em parceria com a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos que desenvolve ações para os encaminhamentos legais, estudos e identificação de áreas para titulação de posse definitiva pelos quilombolas. Essa ação tornou-se pioneira no Brasil, servindo como referência a outros estados, permitindo a emergência de um movimento nacional que reivindica o cumprimento do Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal, relativo à titulação das Terras de Quilombo. No Maranhão foi criada em 1994, a Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas –ACONERUQ.

- Projeto “O Sonho dos Erês” – com crianças e adolescentes do entorno da sede da entidade, desenvolvendo oficinas educativas, artísticas e culturais, resgatando a identidade cultural e étnica, a auto-estima e construindo com elas uma consciência de luta contra o racismo;

- Curso Pré-Vestibular “Negros em Ação” - que objetiva oportunizar a preparação de negros e pessoas carentes para o ingresso na Universidade, bem como, o incentivo ao desenvolvimento intelectual e qualificação profissional;

- Bloco Afro Akomabu e Grupo de Dança Abanjá – ações no campo cultural que contribui para o fortalecimento da auto-estima da população negra, na perspectiva de ser espaços de alegria, beleza e afirmação de nossa negritude.

- Projeto RELIGIÕES AFRO-DESCENDENTES E SAÚDE – objetiva desenvolver ações de educação em saúde junto à comunidade de terreiros e casas de culto afro-brasileiros, na perspectiva e melhoria da saúde desse segmento da população negra, ressaltando a sabedoria ancestral praticada dentro desses espaços.

O Centro de Cultura Negra do Maranhão, no ano de 1994, obteve definitivamente sua sede própria, um prédio histórico, onde funcionou um deposito de pólvora no século XVII e depois um mercado de escravos no século XVIII. A partir daí, o CCN teve condições concretas de ampliar suas ações na perspectiva de cumprir sua missão, possibilitando a população afro-maranhense formas de organização política e cultural, na perspectiva do fortalecimento de sua identidade étnica e de luta por sua cidadania.

Nesse sentido intensificou suas ações na área da formação e educação desenvolvendo diversas atividades em escolas e universidade seja na rede pública ou na rede privada. Essas atividades no campo da formação sempre objetivaram a implantação da questão racial nas práticas pedagógicas da escola, que possibilite o respeito à diversidade cultural e racial dos alunos.

Essa linha de ação também foi estendida para a zona rural, mas especificamente em comunidades negras rurais, através do Projeto Quilombo Resistência Negra, que há 06 anos vem desenvolvendo atividades educativas e formativas para as comunidades negras, professores (as) crianças, adolescentes e mulheres, com especial atenção a situação educacional e organizativa dessas comunidades.

O Centro de Cultura Negra possui uma estrutura organizacional composta de:

- Assembléia Geral – formada por todos os sócios militantes da entidade;

- Coordenação Geral – composta por 03 pessoas, que respondem juridicamente pela instituição e pelas questões administrativas, financeiras e políticas;

- Conselho Fiscal - responsável por fiscalizar os bens patrimoniais, as finanças e as questões administrativas da entidade, é composto por 03 conselheiros efetivos e 03 suplentes:

- Serviço de contabilidade – a entidade dispõe de um contador, responsável em manter as prestações de contas de todas as ações;

- Secretaria e apoio administrativo – formado por 01 secretaria; 01 auxiliar administrativo; 01 cozinheira; 01 operacional;

- Programa Cultura e Identidade Afro Brasileira – estão ligados a esse programa todas as atividades culturais e artísticas, vinculadas ao grupo de Dança Afro Abanjá e ao Bloco Afro AKOMABU, sob a coordenação de 02 pessoas com apoio de sub- coordenadores de atividades;

- Programa Educação e Formação estão ligados a esse programa todos os projetos educativos e formativos, tais como: Projeto Quilombo Resistência Negra; Projeto Sonho dos Erês; Cursinho Pré-Vestibular Negros em Ação; Projeto Vida de Negro; SOS Racismo Projeto Ató-Irê; Biblioteca Maria Firmina. A coordenação do programa está sob a responsabilidade de 02 pessoas, com apoio dos (as) coordenadores (as) dos projetos. Cada projeto conta com uma equipe de técnicos e educadores e apoio financeiro de agências internacionais e instituições governamentais.